Vocês não tem noção de quanto eu AMO esse comercial que eu descobri a existência através do Making of que estava sendo exibido no avião quando eu estava indo viajar :DD
Aquele velho homem de terno e chapéu que tocava violino todas as tardes na rua esquina da praça tinha história. Nunca fiquei sabendo qual era a historia dele mas sempre soube que aquele cara tinha história. Não era pobre, com certeza não. Sempre estava bem vestido, perfumado que você sentia de longe, com o paletó cinza sempre esticado e o chapéu sempre limpo e arrumado no alto de sua careca contornada de cabelos bem brancos e em fiapos. Não tinha barba e a sobrancelha era bagunçada e bem branca. Nunca descobri a cor de seus olhos, ele sempre olhava o violino em seu braço, deixando-os para baixo e dificultando minha vista e eu não sabia que horas ele chegava e muito menos que horas saía de lá. Sabia apenas que quando eu saía de casa em direção ao trabalho ele já estava lá, tocando melodias suaves e na hora que eu voltava ele ainda estava lá, tocando melodias mais agitadas. Acho que até ligou um amplificador uma vez ao violino e variou e claro, que seus trocados aumentaram naqu...
Aqueles meus muros que tanto falávamos a respeito nunca me deixaram, apenas foram retiradas algumas pedras para que você pudesse olhar para dentro. Ledo engano meu, achar que não seria um erro deixar que alguém tivesse acesso à essas frestas. Que alguém fosse capaz de ver tais buracos e não mexer neles como na pintura, quase como se tivesse dificuldades em acreditar que realmente existissem. Que ao deixar alguém deixar ter esses acessos me doeria menos. Aqueles meus muros nunca me deixaram porque ainda me haviam dores demais dentro deles. Todas com uma máscara sorridente que reluzia à todos que questionavam, à todos que afirmavam conhecer o que havia ali apesar de plena ignorância na questão, à todos que convictamente apresentavam uma solução instantânea que magicamente me traria todo o conforto que tanto me faltara por tanto tempo. Aqueles meus muros nunca me deixaram porque constantemente seguravam cada felicidade que um dia eu tivera medo de expor ao mundo pelos anos de machucados e...
É bem provável que a essa altura do campeonato eu ja deveria ter sido capaz de superar tudo o que fomos ou o que chegamos perto de ser. No entanto, seu aniversário, sempre me deixou excessivamente pensativa sobre toda nossa história. Se é que posso dizer que tivemos uma. Nós dois temos o péssimo hábito de sermos excessivamente orgulhosos e não darmos o braço a torcer, admitindo que precisávamos de ajuda porque não tínhamos a menor ideia do que estava ocorrendo em nós e ao nosso entorno. Você não sabia o que era amar e eu não sabia o que era ser amada. Superestimamos e subestimamos muito um ao outro e isso nos estragou. Estragou o que estávamos tentando construir. O fato de recusarmos conversar sobre também estragou o que poderíamos ter sido, então cada um virou para o seu lado e fingimos que nada estava acontecendo conosco quando na verdade TUDO estava acontecendo. Em dado momento você deixou bem claro que queria me salvar, mas em momento algum eu quis ser salva. E você não ...
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